Barreiras: Investigação de estupro de paciente em ambulância do SAMU é concluída e encaminhada ao Ministério Público

Foi concluído pelo delegado da 1ª Delegacia Territorial de Barreiras, o Dr. José Romero e remetido ao Ministério Público, o inquérito policial que apura um suposto estupro de uma jovem de 22 anos dentro de ambulância do SAMU, no dia 17 de outubro de 2020. O acusado é um técnico de enfermagem do órgão, que foi afastado de suas funções nas ruas, no início das investigações.

Na investigação, o delegado ouviu uma moça que prestou os primeiros socorros à vítima; os agentes do SAMU que se encontravam na ambulância; além de médicos e enfermeiros da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), responsáveis pelo atendimento na ocasião do fato, e concluiu que existem indícios de materialidade de autoria do crime.

Acusação

Ao procurar o complexo policial do bairro Aratu para formalizar a denúncia, a vítima declarou que estava em um torneio feminino, onde passou mal, tendo recebido socorro de uma unidade móvel do SAMU, com quatro socorristas na ambulância, onde um deles suspendeu sua blusa, apalpou seus seios por diversas vezes, desceu o zíper do seu short e fez carícias em suas partes intimas sucessivamente. Ressalta que estava dopada, mas que viu tudo e não teve forças para reagir. “Ela disse que não podia beber, tendo passado mal e desmaiado, porque fez ingestão de bebida alcoólica, mesmo sendo em pequena quantidade. Entretanto, conta com riqueza de detalhes e de forma cronológica tudo o que aconteceu com ela na maca, dentro do veículo”, avaliou o delegado.

O autor vai responder pelo crime de estupro de vulnerável. O delegado ressalta que o denunciou com base no Art. 217-A, nos termos do § 1º (Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência).

“Nosso trabalho foi concluído e ele está indiciado. Agora cabe ao Ministério Público, titular da Ação Penal, denunciar ou devolver, se entender que o caso necessita de mais alguma diligência”, finalizou Dr. José Romero.

Fonte: Alô Alô Salomão.

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