Ministério da Saúde prevê até 3.000 mortes diárias por COIVD-19

A pasta deve autorizar que empresas comprem vacinas, mas tem trabalhado para impedir que Estados consigam fazer o mesmo…
Ministério da Saúde
Imagem destaque: Funcionários de hospital no Rio de Janeiro (RJ) transportam corpo para câmara frigorífica | Foto:Reuters Connect/Ricardo Moraes.
A equipe técnica do Ministério da Saúde já espera semanas difíceis pela frente. A expectativa é que ocorra uma explosão no número de casos de COVID-19, o que pode levar o país a enfrentar até 3.000 mortes diárias em função da doença. Isso significa que o Brasil enfrentará o pior momento da pandemia desde o seu início, em março do ano passado.

 

Essa explosão de casos é consequência de um efeito dominó, causado pelo descaso com o qual muitas autoridades, bem como a própria população, vêm tratando a pandemia. O espalhamento do vírus pelo Brasil, as novas variantes da COVID-19 , a falta de adesão ao distanciamento social e o colapso simultâneo dos sistemas de saúde de vários estados, contribuem para essa triste previsão.

Soma-se a esse quadro o ritmo lento de vacinação contra COVID-19. Até agora, o Brasil só vacinou 7,9 milhões de pessoas, o equivalente a 3,75% da população do país. Enquanto isso, os Estados Unidos, por exemplo, vacinaram 2,2 milhões de americanos em apenas um dia. Mas esse ritmo lento é consequência da falta de doses de imunizantes, que tem sido enviada em doses quase homeopáticas aos estados e municípios do país.

De acordo com reportagem do portal Valor Econômico, diante desse cenário, o Ministério da Saúde está com as suas atenções voltadas para o sul do país. No Rio Grande do Sul, por exemplo, 100% dos leitos de UTI estão ocupados. A preocupação também se estende para os estados da região Norte, que sofrem com a falta de leitos, assim como para Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

No entanto, o caso de São Paulo demanda uma atenção especial. O estado possui a melhor rede hospitalar do país, recebe pacientes de todo o Brasil, mas seu sistema de saúde tem suportado a pressão. Porém, se São Paulo colapsar, os números de casos e óbitos podem subir exponencialmente. Para os técnicos do Ministérios da Saúde, isso será uma tragédia.

Por conta do avanço da COVID-19 no estado paulista, o Governador João Dória endureceu as medidas de restrição em São Paulo, que devem ser adotadas até o próximo dia 19.

 

O que o Ministério da Saúde vai fazer?

Diante do caos, surpreendentemente, o Ministério da Saúde entende que não há muito o que fazer. A equipe vai estimular a abertura de hospitais de campanha e está negociando a compra de outras vacinas contra COVID-19, dos laboratórios Moderna, Janssen e Pfizer.

Vale lembrar que em julho de 2020, a Pfizer havia realizado uma proposta de venda de 70 milhões de doses de vacina contra COVID-19. No entanto, o Governo Federal nem mesmo respondeu a proposta da farmacêutica.

 

Se os contratos forem fechados, as novas vacinas devem ser integradas ao Plano Nacional de Imunização, que já conta com a CoronaVac e com a vacina de Oxford/ Astrazeneca. No caso dessas vacinas, que estão sendo produzidas no Brasil, a expectativa é que 1,4 milhões de doses sejam produzidas por dia em abril.

 

As empresas podem comprar, os Estados não

Aparentemente, o Ministério da Saúde também vai autorizar que empresas comprem doses de vacina contra COVID-19. Porém, isso só será permitido após a vacinação dos grupos prioritários. Além disso, as empresas serão obrigadas a doar metade das doses ao Governo.

Outra preocupação do Governo Federal é o protagonismo dos Estados no enfrentamento ao vírus, por uma questão política. Por isso, o governo tem trabalhado para evitar que os estados consigam adquirir as vacinas de forma isolada ou em consórcio.

 

 

 

 

Fonte/Fala Barreiras

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